Parece que sempre nos preocupamos com fins e finais. Finais de histórias, de questionamentos, de filmes, de textos, de livros, de peças teatrais, de pensamentos. Alguns, chegam a dizer que o final estragou todo o resto.
Mas, a história em si deveria ser muito mais importante que o final, o que distingue
as vitórias
derrotosas
vitórias
vitoriosas
derrotas
derrotosas
é o desenrolar da história, e não, exatamente o seu final.
Devo confessar que também estou condicionada, como a maioria das pessoas, a me preocupar mais com fins e finais do que os meios, mas, isso é racional demais.
Ultimamente tenho percebido minhas explicações racionais para tudo que faço e isso está totalmente ligados a fins e finais.
*tentando descondionar-se*
escritos sem razão, sem por quê, sem final
relações sem fins
histórias ótimas e sem final
conversas sem conclusões
pensamentos ecoando
“Seus ‘fracassos’ oficiais, assim como as suas ‘vitórias’ oficiais, devem ser julgados à luz de seus prolongamentos, e suas verdades devem ser restabelecidas. Podemos portanto afirmar que ‘existem derrotas que são vitórias e vitórias mais vergonhosas que derrotas’(Karl Liebknecht, na véspera de seu assassinato).”
Trecho extraído do texto “A miséria do meio estudantil”, Internacional Situacionista, Strasbourg, Novembro de 1966
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terça-feira, 17 de julho de 2007
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